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segunda-feira, 30 de março de 2009

Um soneto





O sonho de minha vida

(a um poeta como eu)

No ápice da minha patológica loucura,
Um sonho pude idealizar,
Quero uma arvore plantar.
Idealizei minha morada futura.

Esta arvore me servira de sepultura,
Depois que a morte vir me matar;
Depois que seu beijo me extasiar
Flertarei a face de minha ventura!

Quando aquele caixão estiver com o, inerte, conteúdo.
Estarei “eu”, momentaneamente, mudo,
E o mundo estará tristonho.

Presenciei do mundo sua carência,
Quando eu pude atestar o fim de minha existência, Porem está realizado o meu sonho.

domingo, 8 de março de 2009

Felicidade, o maior tesouro do homem.



Erasmo de Rotterdam no livro o elogio da loucura fala: Se um mendigo come carne podre com mesmo prazer que um rico come as mais finas e caras iguarias da Europa, quem somos nós para questionar?
A felicidade como podemos ver é um estado de espírito, independente do material, mas variável de homem para homem. Que pode habitar o cociente de um morador das ruas frias da vida, e não habitar em marajá, que vive na opulência de seu palácio.
Recordo-me de uma historia contada a mim por um amigo espiritual em um sonho.
Havia um homem muito rico chamado Higor, Era um empresário russo, que havia logrado toda uma fortuna em imóveis, artes, uma ilha e muito dinheiro, mas havia um porem, Higor não era feliz, ele tinha tudo, mas não tinha a felicidade e saiu buscando em tudo o que tinha sua felicidade, que ele mesmo dizia se esconder muito bem dele. Ele já havia tentado compra-la, entretanto, a felicidade não está a venda em uma banqueta posta no meio da rua. E então ele houve falar de um grande Sábio que ajudou a muitos na sua época. E cruzou o país rumando para as montanhas geladas em busca do homem sábio. Chegando o Sábio pergunta: Qual o propósito desta visita? O Higor responder: Quero encontrar a felicidade! O Sábio disse: A felicidade está no simples, no inesperado, e a sua está neste grão de mostarda, tome. E deu-lhe o grão. Higor agradeceu e foi embora, antes, porém ele ofereceu tudo qualquer coisa que ele quisesse, mas o Sábio disse: Sua felicidade é também a minha. E ele saiu feliz, porem pouco tempo depois o Higor voltou para o Sábio e disse: Estou infeliz, perdi meu grão, dei-me outro! O Sábio disse: Não fique triste pois sua felicidade não era aquele grão, mas ela encontrava-se latente em vosso coração, se você não quer ser feliz, se você não busca essa felicidade em seu intimo, jamais a terá, ela não consiste em coisas mais sim em seu estado de espírito. O Higor, agora sim estava feliz.
Platão em seus relatos nos dá uma fabula linda, em que ele fala que os deuses queriam esconder dos homens o bem, mas precioso: a felicidade, que era seu verdadeiro tesouro, e o escondeu – em um lugar que eles nunca iriam procurar, dentro deles mesmo. Viu a felicidade não está no possuir coisas ou algo, mas ela é uma convicção um estado de espírito que Sidartha Gautama (BUDA) chama de ILUMINÇÃO e para chegar à iluminação, basta busca-la e querer encontrá-la e tela, esse é o maior tesouro do homem, a felicidade.

domingo, 1 de março de 2009

Renuncia


Na vida corpórea, para se haver evolução é necessário que o homem, a pessoa em potencial, tenha uma grande abdicação de si mesmo, devemos renunciar a nós ao nosso ego.
Lutamos por toda uma vida contra nosso maior inimigo que somos nós mesmos, em prol do que nós espíritas chamamos, de reforma intima, onde correremos para modificar nossas más inclinações, sempre nos vigiando e mudando para melhor.
Tenho como exemplo eu mesmo, graças a Deus e a espiritualidade maior eu tive um auto-descobrimento e venci uma pequena parte de minhas más tendências, mas essa parte é insignificante diante de minha imperfeição moral.
Sempre luto para que o bem prevaleça no meio em que vivo. Sempre procuro deixar de lado os defeitos dos outros e ver primeiro os meus que são uma floresta seca e podre, onde as tento esconder com minhas augustas arvores verdes das virtudes. Eu sempre procuro colocar na pratica e expor minhas virtudes, deixando em obsoleto meus defeitos apesar de eles serem automáticos, porém como estou sempre me vigiando, Eu os percebo e os interrompo. Sempre que não consigo causar essa interrupção ou inibição de mim, Eu os reparo com a reparadora maça bela da humildade.
Em minhas caminhadas cármicas, principalmente nesta vida pude perceber que o orgulho é inerente a mim, sou por essência orgulhoso, mas busco impedir que esse orgulho saia da minha intima e áspera pedra chamada psique. Dou muita graça a Deus e ao espiritismo por me ter ajudado conseguir parte dessa reforma, sempre me tratando e procurando evoluir.
A renuncia é o primeiro passo para estabelecer essa evolução, quando passamos e tomar por exercício a renuncia do nosso Ego, sempre buscando ver ao outro, com a mesma grande importância, que vemos nós mesmos. Sei que não é fácil olhar a outrem e trata-lo como tratamos a nós, todavia é mais do que possível e accessível a todo ser humano que presa tal mudança.
No espiritismo aprendemos a amar até exaurir nosso próprio ego, amar até doer, pois o nosso maior defeito é o nosso egoísmo, um egoísmo sem escrúpulos e muito menos benéfico para a alma. Quando o individuo é egoísta ele jamais renuncia a nada, tudo tem que vir para si e para suprir suas necessidades desequilibradas. Renunciar é um ato de caridade, um ato de amor. Quando perdoamos estamos renunciando, quando praticamos a caridade seja qual for estamos renunciando a coisas abstratas ou materiais. Temos muitos exemplos de renuncia, como madre Tereza de Calcutá, ele renunciou uma vida para amar e se manter a serviço do bem do próximo, Chico Xavier que podia ter ficado milionário com todos os direitos autorais dos seus 415 livros publicados, que venderão cerca de 25,000,000 de copias no mundo, porém ele renunciou para que fosse efetuada a caridade pregada pelos espíritos.
Só assim através da renuncia há evolução, renuncie e evolua.