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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Um poema triste.


Murmúrios do coração de um poeta

(A Augusto dos Anjos)

Na escuridão
Em se encontra minha alma
Não tenho calma
Esperando a parada de meu coração.

Essa eterna solidão,
Que vivo com tristeza
Só posso me consolar com a natureza
Que encanta toda uma nação!!

Não a risos,
Quando se despede o poente
Nem quando vai embora outra mente
Sem ser capas de dar um sorriso.

Na tristeza de todas as horas,
Sou incapaz de falar
Pois a melancolia não consigo evitar
Nem posso rir ao som de outrora...

Não imagino mais o som do inebriante,
E consolador arpejo,
Pois meu ego só anseia um desejo...
Um desejo sufocante!

Não me alucina mais a beleza da lua;
Não tenho mais alguma necessidade
A somente a sonho da eternidade
E da sair dessa matéria nua!

E já acabaram as justas ambições que me consomem!
Não mas presenciar do mundo tal moral em decadência
Pois as frustrações dessa existência
Já me tiraram em surto as noções de um homem.

Já é mórbida minha, triste
E nefasta sorte!
Que há de me alegar agora se não for morte
De que estremece o homem que viver insiste!

Há de se apagar toda a magia
Neste murmúrio de imensa dor
Em que nunca bebi o mel do amor
Só pude me consolar na poesia.

Essa é minha sina
Tenho que vive-la,
Mas um dia sei que irei para as estrelas
Caminhar junta a imagem divina!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Um Soneto qualquer.


Aqueles olhos negros.

(Uma troca de olhares)

Ao encarar os negros olhos que me penetravam
Na alma, por conseqüência em minha intimidade,
Achei-me no direito de tentar esconder minha vaidade
Perante aos globos oculares que me julgavam.

Diante de mim todas as vozes se calavam,
O silencio pairava na penumbra, na obscuridade
Dos meus dias de leviandade
Que absurdamente me maltratavam!

E foi ai que veio a mim,
O abalo sísmico do arrependimento
De não ter ido, enfim, me apresentar.

Eu sabia que seria assim,
Vem então o fogo do arrependimento
Que me consome graças à respiração e pela combustão que veio queimar!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Floresça onde for plantado!


O Dr.Robert Shuler, ilustre pastor protestante de Sam Francisco na Califórnia, escreveu uma pequena notável obra, em que ele narra que: “O importante é florescer no lugar onde se está plantado”.
Nós sempre estamos insatisfeitos onde moramos, onde escolhemos reencarnar para evoluirmos gradativamente nossas imperfeições morais. São nestes lugares que estão nossas maiores frustrações de nunca querermos superar as expectativas do plano de evolução, assim, por conseqüência queremos florescer em Nova Iorque, Berlim, Londres e por isso perdemos muito tempo de nossas existências parados no escuro da ociosidade e das utopias. Devemos florescer onde estamos plantados, para depois correr abertos por outros campos desconhecidos e tão bem sonhados, só assim, os outros olhos verão nossa beleza. Sempre temos medo de buscar esse florescer para não nos encontrarmos com a figura amedrontadora da derrota, que sempre iludidos pelo medo, não sabemos que sempre ela precede o degrau da glória.
Recordo-me de uma história:

Havia um homem, que morava num lugarejo perdido na intimidade da Percia ou hoje do jovem país Iram, e esse homem era relativamente feliz, ele havia logrado a ambição que o Alcorão garante aos seus fieis, ele amava uma mulher, tinha folhos e havia plantado arvores, essa trilogia caracteriza o verdadeiro discípulo da doutrina de Maomé e vivia feliz tranquilamente, Ali Hafet. Certo dia um homem sábio, chegou a sua casa e lhe pediu hospedagem, ele deu-lhe como manda sua doutrina e no dia seguinte antes que o homem se fosse pergunto-lhe: Ali Hafet, tu és feliz? E Ali Hafet respondeu: Eu sou uma pessoa plena totalmente feliz! E o sábio: Mas tu tens diamantes? Ali Hafet: não eu não tenho diamantes, para ser até honesto eu nem sei o que são diamantes. O sábio: não sabes o que são diamantes? E pretendes ser feliz? Ali Hafet: Ó claro!Eu sou muito feliz! As minhas cabras pastam no quintal, os meus camelos também tem alimento e água em abundância no córrego que atravessa a várzea que enriquecem minhas terras. Meus filhos crescem como lírios naturais do campo, minha esposa é justa, é boa, é nobre, Eu tenho saúde, então eu sou feliz! O sábio: Não Ali Hafet, a verdadeira felicidade está em ter diamantes! O sábio se foi e Ali Hafet perdeu a felicidade, começou perguntar o que eram diamantes, e um amigo disse que diamantes eram umas pedras que brilhavam. Perguntou a esse amigo onde se encontravam diamantes, o amigo respondeu que os diamantes mais fabulosos são encontrados nas nascentes dos rios no Nilo, no Eufrates, nos grandes rios do mundo. E Ali Hafet perdeu a paz! Da primeira oportunidade ele vendeu a sua propriedade, combinou com o cunhado pedindo para que tomasse conta da família que ele lhe daria metade do valor da propriedade, mas ele iria buscar diamantes, para tornar a família feliz e saiu. Atravessou as terras da mesopotâmia, atravessou as colunas de Hercules, zadiou nas terras. O tempo se passou ele foi perdendo os haveres, ele envelheceu e veio a morrer miserável, perto de Barcelona.
O homem que comprou as terras de Ali Hafet continuou sua vida tranqüila e perfeitamente feliz. Dez anos depois passou pela mesma propriedade aquele antigo homem sábio, que perguntou pelo homem que o recebera generosamente, o novo proprietário explicou que Ali Hafet, havia viajado e ninguém sabia seu paradeiro e nunca mais voltara. O sábio foi muito bem recebido, com uma grande hospitalidade, a noite depois de haver se deliciado, estava fumando na sala em penumbra, quando seu olhos fitando a lareira que crepitava, viu algumas pedras sobre o mármore da lareira que faiscava, ele levantou-se e acercou-se daqueles minerais e então perguntou ao dono do casa: Homem, onde foi que você encontrou essas pedras? O anfitrião respondeu: ai no quintal no córrego que as cabras bebem! O sábio: Mas Homem isso são diamantes! E quando o dia chegou ele estava diante das maiores minas de diamantes do mundo, a mina da Golconda. E Ali Hafet estava sobre uma mina de diamantes e saio para procurá-los em terras estranhas, exatamente no lugar onde eles não estavam.

Os maiores tesouros estão sempre pertos de nós, mais nunca os notamos por que estamos olhando de mais para os tesouros de outrem, como Ali Hafet estamos sobre uma mina de diamantes. E para ser-mos felizes florescermos basta mais um pouco de sensibilidade de nossa parte. Viver é inevitável e estamos submersos no rio de nossa existência, e devemos no mínimo florescer aqui para ermos admirados como Lírios do campo completos.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Mais um soneto


Caos do meu ser

Quando eu caminhava...
Pensei na grande escuridão
Que estava no meu coração
E que eu não saboreava!

Com o tempo que me restava,
Pude imaginar o furacão
Que da terra o casarão
Sem piedade arrancava.

Queria com o amor,
Apagar aquela dor
Que pairava no meu ser!

Mas naquele estado
O amor por mim não pôde ser amado,
Eu, assim, nada pude fazer!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Outro Soneto



Chorando a dor do abandono.

(A um poeta).

Jogado no abandono,
Em que não posso mais suspirar a paisagem vista da janela,
Pela nostalgia que queima como a vela
Que ilumina as noites sóbrias de outono!

Hoje digo que, porem, não existe mais em mim o sono
E por conseqüência nem sonho de rever tua imagem bela.
A imagem que é tua, hoje é monstruosa pelo disfarce desfeito de donzela,
Que outrora entoei a poesia feliz, que hoje, porém, não entono.

Dos cantos dos sábios
Ouço a voz que me chama do alto,
Estou indo embora no mais simples salto...

Já estão cerrados meus lábios,
Para adentrar ao sepulcro virgem
Assim aliviando minha patológica vertigem!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Um Soneto


Sentindo

Estou no vazio,
E vêem essas vozes
Que gritam como as bestas ferozes
Que atordoam um aprendiz que jaz só no frio.

São esses sentidos vadios,
Que me dão dores atrozes
São eles meus algozes,
Que me fazem permanecer assim, mórbido e sombrio!

E neste frio da solidão,
Que ataca todo coração
Daquele que já viu a beleza...

Quero aprender com sentido,
Pois outrora terei vivido
Sozinho no altar da natureza!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Pense Positivamente!


A notória entidade veneranda Joanna de Ângelis, nos ensinou com sinceridade, dizendo, ipses verbes: “Pense positivamente!” O celebre escritor Wallace Wallter, em sua obra-prima, intitulada O grande segredo, publicada no ano de 1910, asseverou com firmeza, “Que somos o que pensamos!” Também o nobre filosofo René Descartes, em uma frase um tanto polemica, disse, ipses verbes: “Cogito, Ergo sum” traduzido do latim: “Penso, logo existo.” Nos mostrando que somos capazes de notar a existência e também a morte, por conseqüência traçarmos nossos próprios caminhos.
Nós seres humanos refletimos em um espelho o que, indubitavelmente, pensamos e atraímos junto ao pensamento, determinadas situações que não nos é prazerosa. Por isso que grandes pensadores e vultos da humanidade nos pediram para não nos deixarmos cair nas sombras misteriosas do pessimismo, mesmo diante das mais inexoráveis situações seja em que ambiente for, não nos deixemos cair no pessimismo.
As sombras do pessimismo são densas e como nós somos imãs vivos e ambulantes não devemos nos abater por simples melancolias que nos levam a chorar no escuro da solidão. São daí que decorrem simultâneas patologias psíquicas, dentre inúmeras que poderemos nomear, a depressão é a mais comum e preocupante. Estatísticas são alarmantes, nos mostra que depressão é a doença do século XXI. Psicólogos, Sociólogos e Religiosos de todas as denominações se perguntam como o homem que alcançou as estrelas, que implantou sondas no planeta Marte, que consegui penetrar na intimidade das microparticulas, pode ser assaltado pelo que o psiquiatra Norte-americano Salommon, intitulou em seu livro de o Demônio do Meio Dia, onde ele afirmou que na pátria norte-americana existem cerca de 25,000,000 de depressivos crônicos, na época em que ele escreveu o livro.
Na terapêutica espírita aprendemos a combater esse vazio existencial, temos de refletir toda uma vida, em busca de nosso Eu profundo. Muitos por não conseguirem encontrar uma resolução para sua problemática, passam a serem rebeldes sem causa, onde exteriorizam suas frustrações por meio de estilos que muitas vezes ferem a moral e também a hipocrisia da sociedade. Outros por já não terem encontrado esse método de exteriorizar suas frustrações, ou mesmo já terem compartilhado do mesmo método, optam pelo suicídio e ceifam suas existências com intuito de apagarem suas dores internas.
È por esse e por outros motivos que devemos pensar positivamente, para que nossos pensamentos rotineiros de dor profunda não nos dominem e assim ficaremos flagelados por tantas dores sem razões.
Pensado positivamente conseguimos motivos pelos quais é meritório viver, pelos quais é justo lutar, esse motivo sempre somos Nós, às vezes muitos não conseguem ver isso e passam a morar nos vales mórbidos da depressão. Nós somos a importância pela qual devemos lutar. Pense positivamente!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Deus é amor.



Nós espíritas temos uma compreensão de Deus diferenciada, sabemos que Deus é amor e jamais perdoa, por que é perfeito e não tem emoções de homens para se sentir ofendido e perdoa.
Deus não é cruel a ponto de jogar seus filhos, em logos de fogo e nem muito menos de imolá-los em tonturas eternas.
Deus não homem, Deus é perfeito, soberano e benevolente. Muitos acreditam que Deus tortura e ainda o comparam a seres imperfeitos. A figura de Deus é perfeita e seria ilógico vermos Deus como aquele ancião de barba hisurta, flamejando de ódio, pronto para derramar suas ira em algo ou alguém. Isso como vê é ilógico. Não se encaixa no conceito de perfeito, mas o que é o perfeito? Perfeito é aquilo que reúne todas as qualidades concebíveis, é tudo que é ótimo, excelente é aquilo que não se macula. É contraditório pensar dessa forma, pois Deus não é contraditório e nem muito menos mentiroso, e muitas vezes por nossas pré-concepções erronias vemos Deus como um deus, humano e faliu. Nesta temática este “deus” está sendo comparado, por nós homens, como um déspota que não respeita livre-arbítrio de ninguém e muito menos respeita as suas próprias decisões, Deus não é um Hitler para além de acusar, punir sadicamente seus filhos, criações que não seguem o que ele quer, ou seja, seus ideais.
Pois digo, usando das palavras do celebre filosofo Voltaire, “Eu não acredito no “deus” que os homens criarão, porém, acredito no Deus que criou os homens”, um Deus amantíssimo e benévolo, que nos enviou o modelo e guia Jesus o Cristo, para nos ensinar e nos inspirar, nas nossas caminhadas evolutivas.
Deus nos concedeu a, denominada por Allan Kardec, justiça divina ou popularmente conhecida como reencarnação para que nós seres humanos possamos resgatar nossas faltas, por intermédio da lei de amor, e assim progredirmos nessa vida o que em outras não pudemos progredir. Estamos muitas vezes expostos as situações difíceis para aprendermos e tirarmos lições dessas circunstâncias. Mas nada que não podemos suportar. Só pela justiça divina a reencarnação, podemos notar que Deus é realmente amor, assim nada é contraditório, pois colhemos o que plantamos, tanto nesta vida quanto em outras.
O Cristo asseverou com firmeza em seus ensinamentos que “Deus é amor” e nos disse mais, que “devemos amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos”. Os ensinamentos de amor do Cristo são claros e específicos, então, seguimos o que nos pede o Cristo.
O Deus do verdadeiro não é só do espiritismo, ele é um Deus de todas as religiões, mas que por muitas é mal interpretado, definitivamente, Deus é amor.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Uma Poesia


A Maçonaria

(A todos os maçons, especialmente ao meu tio Lindemberg)

Ordem sagrada,
Mística e pura...
Desse de tua ternura
Há pessoas alienadas!

Há séculos querem te deixar em ruínas,
Mas vós sobrevivêsseis aos invejosos,
Que com os corações rancorosos
Queriam mistificar tuas doutrinas.

Na passada um homem chamado de “Rei”.
Por inveja quis tua integridade acabar,
Mandando teus membros matar
Mataram vários, matou também Jacques de Molay!

Mas com o tempo fostes “reerguida”!
Teus membros são invejados
Pelos seres alienados
Que acreditam na má informação adquirida.

Pregas a igualdade a fraternidade
E o amor,
Mas repudias todo sentimento de rancor
Que é contra a tua liberdade!

E para fazer parte de ti,
Tem de ser livre e de costume bom,
Pois para ser um homem maçom
A verdade não se pode omitir!

É uma ordem fenomenal,
Que estudas o caráter do ser eterno,
Pois o templo tem clima paterno.
És tu imortal!

Hoje és grande e maravilhosa,
Que permaneceu intacta pelas noites frias...
Grande Ordem Maçonaria
Tu és a acácia honrosa!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O auto-descobrimento.

Quem sou Eu? Na verdade caminho nesta estrada da minha vida, sempre me fazendo essa pergunta, entretanto, recebendo partes da resposta, onde as junto e como um quebra-cabeça estou montando minha personalidade. Sempre me reciclando e mudando para melhor, pois como disse o ilustre codificador Allan Kardec: “Reconhece-se o verdadeiro Espírita pelos seus esforços para conter suas más tendências”. E completou: “O espírita deve viver em um processo evolutivo continuo, de hoje ser melhor que ontem e amanhã melhor que hoje”.
E cada dia vou descobrindo mais de mim, da minha potencialidade e da minha vivência nesta vida. Creio que a cada novo amanhecer há um novo descobrimento em uma das áreas em que atuo. E tenho esta citação do irmão Kardec, gravada na áspera pedra da minha psique, que a levo intimamente comigo, em minha jornada rumo à sublimação e paz.
Mas a Vida não é só feita pela bela aurora que tende a nos animar, nela também temos as tristes horas, em que a melancolia profunda nos ataca e culpamos “A inteligência suprema, causa primaria de todas as coisas, Deus”. São nessas horas que vivemos uma frustração, e sai de nossa boca o murmúrio e a difamação daquele que não tem culpa de nossas mazelas. O primeiro argumento que usamos é que não pedimos pra nascer, porém, estamos errados, na espiritualidade pedimos para renascer, a resposta é concedida, pois estamos aqui.
Agora cabe a nós espíritos encarnados, tirar o melhor proveito da vida seja na expiação, seja na regeneração, temos que seguir resignados de nossa missão e nunca deixar de nos questionar. Encontraremos as resposta, incumbidos, é obvio, de muito estudo e reflexão, sem jamais paramos de exercer a lei de amor ensinada pelo Cristo, buscando incessantemente a evolução moral e intelectual.
Assim chegaremos a um auto-descobrimento, tratando primeiro de nossas feridas, que na verdade são as mais inflamadas.
Daí, seguiremos a ajudar outrem, seguindo sem acostumá-lo a receber tudo de graça, pois assim o corromperemos a não receber por mérito próprio mais por compaixão. O deixaremos ocioso fisicamente e psiquicamente. Devemos ajudá-lo a se descobrir, a achar o seu propósito e suas potencialidades.
Não seremos egoístas a ponto de só dar o peixe e alimenta-lo uma vez, mas o ensinaremos a pescar, para que ele tenha mérito e não dependa mais da ajuda, que agora, possa ser dada a outrem. Não dependemos apenas de nosso auto-descobrimento, mais sim de uma iniciativa em geral para tornar-mos o mundo melhor para se viver, todos os assassinatos e maldades são nascidos de nosso egoísmo, em que insistimos em não querer ajudar, em guardar para nós o que o Criador nos deu de graça, essa dádiva que é o amor. No ato da caridade, que é uma manifestação de amor, descobrimos pontos que nos seguirão por toda uma vida, jamais nos abandonará. Pois “a gratidão não passa com tempo, nem se apaga com a morte”. Seguiremos por toda uma vida, nos redescobrindo e caminhando para a iluminação, que não é uma jornada fácil, porém, possível.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Reencarnação


1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é mostrar que a alma é imortal e ao corpo físico retorna quantas vezes for necessário.

2. CONCEITO

Reencarnação significa a volta do Espírito à vida corpórea, mas num outro corpo, sem qualquer espécie de ligação com o antigo. Usa-se também o termo Palingenesia, proveniente de duas palavras gregas — Palin, de novo; genesis, nascimento.

Metempsicose - do grego metempsykhosis, embora empregada no mesmo sentido da reencarnação, tem um significado diferente, pois supõe ser possível a transmigração das almas, após a morte, de um corpo para outro, sem ser obrigatoriamente dentro da mesma espécie. Ou seja, a alma que atingiu a fase humana poderia reencarnar em um animal. Plotino (205-270 a. C.) sugeriu que se substituísse por metensomatose, uma vez que haveria na realidade, mudança de corpo (soma) e não de alma (psykhe) (Andrade, 1984, p. 194 e 195)

Ressurreição - do lat. ressurrectione - significa ato ou efeito de ressurgir, ressuscitar. Segundo o Catolicismo e o Protestantismo, retorno à vida num mesmo corpo.

3. REENCARNAÇÃO E RESSURREIÇÃO

A confusão entre o conceito de ressurreição e o de reencarnação é porque os judeus tinham noções vagas e incompletas sobre a alma e sua ligação com o corpo. Por isso, a reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição. Eles acreditavam que um homem que viveu podia reviver, sem se inteirarem com precisão da maneira pela qual o fato podia ocorrer. Eles designavam por ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente chama reencarnação.

A ressurreição segundo a idéia vulgar é rejeitada pela Ciência. Se os despojos do corpo humano permanecessem homogêneos, embora dispersados e reduzidos a pó, ainda se conceberia a sua reunião em determinado tempo; mas as coisas não se passam assim, uma vez que os elementos desses corpos já estão dispersos e consumidos. Não se pode, portanto, racionalmente admitir a ressurreição, senão como figura simbolizando o fenômeno da reencarnação.

O princípio da reencarnação funda-se, a seu turno, sobre a justiça divina e a revelação. Dessa forma, a lei de reencarnação elucida todas as anomalias e faz-nos compreender que Deus deixa sempre uma porta aberta ao arrependimento. E para isso, Deus, na sua infinita bondade, permite-nos encarnar tantas vezes quantas forem necessárias ao nosso aperfeiçoamento espiritual, utilizando-se deste e de outros orbes disseminados no espaço. (Kardec, 1984, cap. IV, it. 4, p. 59)

4. FINALIDADE DA ENCARNAÇÃO

1) Expiação — Expiar significa remir, resgatar, pagar. A expiação, em sentido restrito consiste em o homem sofrer aquilo que fez os outros sofrerem, abrangendo sofrimentos físicos e morais, seja na vida corporal, seja na vida espiritual.

2) Prova — Em sentido amplo, cada nova existência corporal é uma prova para o Espírito. A prova, às vezes, confunde-se com a expiação, mas nem todo sofrimento é indício de uma determinada falta. Trata-se freqüentemente de simples provas escolhidas pelo espírito para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento. Assim, a expiação serve sempre de prova mas a prova nem sempre é uma expiação.

3) Missão — A missão é uma tarefa a ser cumprida pelo Espírito encarnado. Em sentido particular, cada Espírito desempenha tarefas especiais numa ou noutra encarnação, neste ou naquele mundo. Há, assim, a missão dos pais, dos filhos, dos políticos etc.

4) Cooperação na Obra do Criador — Através do trabalho, os homens colaboram com os demais Espíritos na obra da criação.

5) Ajudar a Desenvolver a Inteligência — a necessidade de progresso impele o Espírito às pesquisas científicas. Com isso a sua inteligência se desenvolve, sua moral se depura. É assim que o homem passa da selvageria à civilização.

A encarnação ou reencarnação tem outras finalidades específicas para este ou aquele Espírito. Citam-se, por exemplo, o restabelecimento do equilíbrio mental e o refazimento do corpo espiritual. (FEESP, 1991, 7.ª Aula, p. 73 a 76)

5. JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO

A doutrina da reencarnação, que consiste em admitir para o homem muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia da justiça de Deus com respeito aos homens de condição moral inferior; a única que pode explicar o nosso futuro e fundamentar as nossas esperanças, pois oferece-nos o meio de resgatarmos os nossos erros através de novas provas. A razão assim nos diz, e é o que os Espíritos ensinam. (Kardec, 1995, pergunta 171)

6. LIMITES DA ENCARNAÇÃO

A encarnação não tem, propriamente falando, limites nitidamente traçados, se se entende por isso o envoltório que constitui o corpo do Espírito, já que a materialidade desse envoltório diminui à medida que o Espírito se purifica. Nesse sentido, o limite máximo seria a completa depuração do Espírito, quando o perispírito estaria totalmente diáfano. Mas mesmo assim, há trabalho a realizar, pois podem vir em missões para ajudar os outros a progredirem. (Kardec, 1984, cap. IV, it. 24, p. 67 e 68)

7. ENFOQUE CIENTÍFICO

O Dr. Ian Stevenson, Diretor do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos da América, conseguiu catalogar cerca de 2000 casos, tendo publicado cinco livros versando sobre esses relatos. Em um de seus livros, o 20 Casos Sugestivos de Reencarnação, reúne 7 casos na Índia, 3 no Ceilão, 2 no Brasil, 7 no Alasca e 1 no Líbano.

O Método empregado pelo Dr. Ian Stevenson consiste em descobrir pessoas, principalmente crianças, que espontaneamente manifestem recordações. Na maioria dos casos espontâneos, os principais acontecimentos já ocorreram quando o investigador entra em cena.

Possíveis ocorrência erros:

1) tradução;

2) os registros no ato da transcrição das testemunhas;

3) as observações quanto ao comportamento do entrevistado;

4) falhas de memória por parte das testemunhas

5) Além disso, embora acreditem na reencarnação, as pessoas envolvidas adotam atitudes bem diferentes. Existe uma crença generalizada de que a lembrança de vidas pretéritas condena à morte prematura, e muitas vezes os pais usam de medidas enérgicas e mesmo cruéis, para evitar que uma criança fale sobre uma vida anterior.

Stevenson, em suas observações conclusivas, não opta com firmeza por nenhuma teoria como explanatória de todos os casos. Diz ele que alguns casos podem ser explicados melhor como sendo devido à fraude, à criptomnésia ou à percepção extra sensorial com personificação (talvez com misto de telepatia e retrocognição).

Complementando diz: "Na medida em que nos preocupamos com a evidência da sobrevivência, não nos sentimos obrigados a supor que todo caso sugestivo de renascimento deve ser explicado como um caso de reencarnação. Nosso problema é antes, saber se há algum caso (ou mesmo somente um) em que nenhuma outra explicação pareça melhor do que a reencarnação, na explanação de todos os fatos. (Stevenson, 1971, p. 506)

8. OUTROS TÓPICOS

O tema reencarnação, por ser amplo, comportaria vários outros tópicos, ou seja: planejamento da reencarnação, mapas cromossômicos, reencarnação na Bíblia, encarnação nos diferentes mundos etc.

9. CONCLUSÃO

A reencarnação fundamenta todo o nosso desenvolvimento moral e intelectual. Sem ela, a existência física perderia a perspectiva de uma vida futura, o que nos levaria ao materialismo; com ela, todo o sofrimento encontra a sua explicação lógica, reacendendo, assim, a esperança num futuro mais promissor.


Sérgio Biagi Gregório


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O que é o espiritismo ?

.A maioria das pessoas, quando ouve ou lê a palavra Espiritismo vincula a idéia, automaticamente, a mais uma religião, entre as milhares que existem no mundo.

......Há os que confundem o Espiritismo com práticas de umbanda, quimbanda e candomblé, por total ignorância, pois não tiveram oportunidade de tomar conhecimento da absoluta diferença. Mas, há, também, os que sabem dessa diferença; porém, levados pelo radicalismo e pela intolerância, insistem em pregar a vinculação.

Afinal de contas, o que é o Espiritismo? Não é uma religião? ......Absolutamente. O Espiritismo não pode ser definido simplesmente como uma religião. É uma Doutrina Filosófica, rigorosamente calcada em base cientifica, de conseqüência religiosa.

Embora a maioria dos praticantes espiritistas não trabalhem seu aspecto científico, este é o que dá segurança e firmeza a fé dos espíritas, pois, a Doutrina ensina que "Fé inabalável só é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade".

......Não admite fé cega, aquela que é baseada na doutrina do "porque sim", e orienta a fé raciocinada.

Mas há quem afirme, equivocadamente, que a Ciência não aceita o Espiritismo e até que o Espiritismo vai de encontro a Ciência. É um absurdo. O respeito do Espiritismo para com a Ciência é tão grande que quando a Doutrina veio ao mundo, por obra dos Espíritos, o seu codificador, altamente inspirado, afirmou, com o aval dos próprios Espíritos Superiores: "Se algum dia a Ciência comprovar que a Doutrina está errada em algum ponto, cumpre ao espírita abandonar esse ponto equivocado e seguir a orientação da Ciência".

O Espiritismo é uma Doutrina baseada nos ensinamentos de Jesus (o maior exemplo de coerência e Amor do qual o mundo já teve conhecimento), que respeita a liberdade das pessoas, que não cerceia a liberdade de pensar de ninguém, que não aponta dedo para ninguém, que não julga e não diz ser dona exclusiva da verdade.

O Espiritismo tem o maior respeito por todos os segmentos religiosos, principalmente pelos grandes vultos da humanidade que foram, ou que são, membros de outras religiões, como um Francisco de Assis, Antônio de Pádua, Madre Teresa de Calcutá, Teresa DÁvila, Dom Helder Câmara, Irmã Dulce, Padre Bruno Sechi, aqui na cidade, o pastor protestante Martin Luther King e muitos outros servidores da humanidade, independente da crença que professam.

O Espiritismo não faz proselitismo e jamais dirá que um católico está errado, porque está na igreja católica, ou que um protestante está errado, por seguir uma das centenas de ramificações do protestantismo.

O Espiritismo não obriga ninguém a absolutamente nada, nem mesmo a freqüentar Centros ou a participar de reuniões espíritas.

......Não adota quaisquer rituais, não admite velas, incensos, altares, paramentos, dízimos ou qualquer espécie de pagamento, direto ou indireto, por uma orientação espiritual. Não discrimina ninguém.

......A sua concepção de Deus é totalmente diferente da convencional: Deus é soberanamente bom, justo, misericordioso e não pode ser nivelado a inferioridade humana. Portanto, não admite qualquer conceito que define Deus como violento, cruel, sanguinário, vingativo, discriminador, incoerente e inconseqüente.

......A Justiça de Deus não pode ser comparada com a justiça dos homens, pois a lógica Espírita admite que "Deus não castiga e não perdoa ninguém", já que, para castigar estaria sendo intolerante com as falhas de "crianças" ignorantes e atrasadas; para perdoar, implicaria que tivesse sido ofendido antes. Admitir Deus ofendido é algo que contraria o bem senso.

O espiritimos é na verdade uma pratica de amor e solidarieda, que foi ensinada pelo Cristo nosso "modelo e guia".