
Chorando a dor do abandono.
(A um poeta).
Jogado no abandono,
Em que não posso mais suspirar a paisagem vista da janela,
Pela nostalgia que queima como a vela
Que ilumina as noites sóbrias de outono!
Hoje digo que, porem, não existe mais em mim o sono
E por conseqüência nem sonho de rever tua imagem bela.
A imagem que é tua, hoje é monstruosa pelo disfarce desfeito de donzela,
Que outrora entoei a poesia feliz, que hoje, porém, não entono.
Dos cantos dos sábios
Ouço a voz que me chama do alto,
Estou indo embora no mais simples salto...
Já estão cerrados meus lábios,
Para adentrar ao sepulcro virgem
Assim aliviando minha patológica vertigem!


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