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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Um Soneto qualquer.


Aqueles olhos negros.

(Uma troca de olhares)

Ao encarar os negros olhos que me penetravam
Na alma, por conseqüência em minha intimidade,
Achei-me no direito de tentar esconder minha vaidade
Perante aos globos oculares que me julgavam.

Diante de mim todas as vozes se calavam,
O silencio pairava na penumbra, na obscuridade
Dos meus dias de leviandade
Que absurdamente me maltratavam!

E foi ai que veio a mim,
O abalo sísmico do arrependimento
De não ter ido, enfim, me apresentar.

Eu sabia que seria assim,
Vem então o fogo do arrependimento
Que me consome graças à respiração e pela combustão que veio queimar!

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