Quem sou Eu? Na verdade caminho nesta estrada da minha vida, sempre me fazendo essa pergunta, entretanto, recebendo partes da resposta, onde as junto e como um quebra-cabeça estou montando minha personalidade. Sempre me reciclando e mudando para melhor, pois como disse o ilustre codificador Allan Kardec: “Reconhece-se o verdadeiro Espírita pelos seus esforços para conter suas más tendências”. E completou: “O espírita deve viver em um processo evolutivo continuo, de hoje ser melhor que ontem e amanhã melhor que hoje”.E cada dia vou descobrindo mais de mim, da minha potencialidade e da minha vivência nesta vida. Creio que a cada novo amanhecer há um novo descobrimento em uma das áreas em que atuo. E tenho esta citação do irmão Kardec, gravada na áspera pedra da minha psique, que a levo intimamente comigo, em minha jornada rumo à sublimação e paz.
Mas a Vida não é só feita pela bela aurora que tende a nos animar, nela também temos as tristes horas, em que a melancolia profunda nos ataca e culpamos “A inteligência suprema, causa primaria de todas as coisas, Deus”. São nessas horas que vivemos uma frustração, e sai de nossa boca o murmúrio e a difamação daquele que não tem culpa de nossas mazelas. O primeiro argumento que usamos é que não pedimos pra nascer, porém, estamos errados, na espiritualidade pedimos para renascer, a resposta é concedida, pois estamos aqui.
Agora cabe a nós espíritos encarnados, tirar o melhor proveito da vida seja na expiação, seja na regeneração, temos que seguir resignados de nossa missão e nunca deixar de nos questionar. Encontraremos as resposta, incumbidos, é obvio, de muito estudo e reflexão, sem jamais paramos de exercer a lei de amor ensinada pelo Cristo, buscando incessantemente a evolução moral e intelectual.
Assim chegaremos a um auto-descobrimento, tratando primeiro de nossas feridas, que na verdade são as mais inflamadas.
Daí, seguiremos a ajudar outrem, seguindo sem acostumá-lo a receber tudo de graça, pois assim o corromperemos a não receber por mérito próprio mais por compaixão. O deixaremos ocioso fisicamente e psiquicamente. Devemos ajudá-lo a se descobrir, a achar o seu propósito e suas potencialidades.
Não seremos egoístas a ponto de só dar o peixe e alimenta-lo uma vez, mas o ensinaremos a pescar, para que ele tenha mérito e não dependa mais da ajuda, que agora, possa ser dada a outrem. Não dependemos apenas de nosso auto-descobrimento, mais sim de uma iniciativa em geral para tornar-mos o mundo melhor para se viver, todos os assassinatos e maldades são nascidos de nosso egoísmo, em que insistimos em não querer ajudar, em guardar para nós o que o Criador nos deu de graça, essa dádiva que é o amor. No ato da caridade, que é uma manifestação de amor, descobrimos pontos que nos seguirão por toda uma vida, jamais nos abandonará. Pois “a gratidão não passa com tempo, nem se apaga com a morte”. Seguiremos por toda uma vida, nos redescobrindo e caminhando para a iluminação, que não é uma jornada fácil, porém, possível.


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