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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Uma Poesia


Recomeçar

(Um soneto de auto-motivação)

É preciso o caos psicológico fugir,
É mister recomeçar!
É necessário o “verme” mental exterminar
Para poder novamente sorrir.

Não é vão, novamente sonhar,
E em Seus sonhos persistir
Para poder do depressivo e maldito abismo sair,
Para uma nova vida iniciar.

Não chore com o podre passado
Pois já é esquecido o errado,
Nunca olhe para traz!

Procure olhar adiante
Aprendendo com o passado errante,
Viva uma nova vida em paz!

Filipe Flammarion

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Homenagem a Chico Xavier.


Se eu morrer antes de você
Se eu morrer antes de você,faça-me um favor: Chore o quanto quiser,mas não brigue com Deuspor Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar,não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contaremalgum fato a meu respeito,ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo,só porque morri,mostre que eu tinha um pouco de santo,mas estava longede ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio,mostre que eu talvez tivesse um poucode demônio, mas que a vidainteira eu tentei ser bom e amigo. Espero estar com Ele o suficiente paracontinuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escreveralguma coisa sobre mim,diga apenas uma frase: - "Foi meu amigo,acreditou em mime me quis mais perto de Deus!" - Aí, então, derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la,mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído,irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando,dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito felizvendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai,aí, sem nenhum véu a separar a gente,vamos viver, em Deus,a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas?Então ore para que nós vivamoscomo quem sabe que vai morrer um dia,e que morramos comoquem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céupara mais perto da gente,e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Mas, se eu morrer antes de você,acho que não vou estranhar o céu... "Ser seu amigo...já é um pedaço dele..."Chico Xavier

sábado, 14 de novembro de 2009

Poesia...




RECOMEÇAR

Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.

Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim
trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…
fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”

Carlos Drummond de Andrade.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Um soneto de Felicidade.


Felicidade.

Quando a boca calada
Abre-se em um sorriso feliz,
Pode-se imaginar, por uma só diretriz
Que é a felicidade desejada.

Sentindo-se feliz se está fora da tristeza,
Ao nosso lado está à felicidade,
Que manifesta num sorriso, será levado pela eternidade
Na lembrança que nos ofertou a natureza.

Ser feliz não quer dizer:
Que nunca se pode estar triste,
Pois a tristeza é inerente ao ser que existe;
Pensando nela é felicidade que devemos querer!

A felicidade é essa luz
Que vem direto no coração,
Pode ser lembrada na mais singela canção
E a tudo se mistura e seduz.

A felicidade é uma virtude
Que a todos se entrega,
Porém o mais bobo é quem a nega.
Chegar na felicidade é chegar na plenitude!

Filipe Flammarion

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ao Amanhecer



Dia novo, oportunidade renovada.
Cada amanhecer representa divina concessão,que não podes nem deves desconsiderar.
Mantém, portanto atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados; otimismo diante das ocorrências que surgirão coragem nos confrontos das lutas naturais; recomeço de tarefa interrompida;ocasião de realizar o programa planejado.
Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis.
À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.
Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente.
Dirige cada ação à finalidade específica.
Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à liça com disposição, avançando passo a passo até o momento de conclusão dos deveres planejados.
Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos.
Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas.

Joanna de Ângelis/Divaldo Franco, Episódios Diários

sexta-feira, 28 de agosto de 2009


Dorme agora...

Dorme agora... -
Dizia-me a voz lenta -
Nos meus anos cinqüenta,
Levando-me do corpo para fora.

No fim triste da aurora,
A felicidade não me alimenta,
E o frio da minha alma só aumenta
No doce fim do agora.

Sei que não tenho outro afã,
Que já é ido
Meu ultimo triste pedido.

Não quero mais ver o amanhã!
A minha vida já chegou ao poente,
A morte já toma minha mente.
Filipe Flammarion

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Sabedorias de um preto-velho


PERDAS


Grandes perdas às vezes significam grandes decepções.
Mas como perdemos aquilo que não é nosso?
Meus filhos julgam, às vezes, que perderam um ente querido pela morte. Mas essa visão é errada. Solte o seu parente que você julga morto. Aprenda a libertar a sua alma e deixar que ele voe nas alturas de sua própria vida.
Muitos dos filhos acham que reter significa possuir. Engano. Na vida, o que possuímos de verdade é aquilo que doamos.
Se você desejar reter as almas queridas, através de suas emoções e sentimentos desequilibrados, você se transforma aos poucos em pedra de tropeço para aqueles que você diz amar.
Amor não é posse. Amar é doar, é libertar, é permitir que o outro tenha a oportunidade de escolher e trilhar o caminho que lhe é próprio. Amar é permanecer amando, mesmo sabendo que os caminhos escolhidos são diferentes do nosso.
Então, meu filho, você não perdeu ninguém, não perdeu nada. Perdeu, talvez, a oportunidade de aproveitar a experiência e aprender a mar de verdade. Esse sentimento de perda é o maior atestado de uma alma egoísta.
Ame mais, meu filho. Liberte-se e procure ser feliz. Mas, pelo amor de Deus, deixe os outros prosseguirem e, assim, encontrarem também o seu caminho. Ainda que seja do outro lado da vida. Ou talvez desse mesmo lado. Quem sabe?
É preciso continuar amando. Mas é necessário que você entenda: seu tempo em companhia daquela alma que você diz amar já passou.
Aprenda de uma vez, meu filho. Toda posse, todo apego é caminho para a obsessão.
Pense nisso um pouco.

Pai João de Auruanda.

Retirado do livro Sabedoria de Preto Velho Robson Pinheiro

domingo, 7 de junho de 2009

Uma poesia.


Ultimo altar.
Nas frenéticas gritarias,
Em que só estremeço.
Vida leve-me para o altar que mereço
Jazido nas sepulturas frias.
Esse é meu ultime endereço,
Onde irá apodrecer minha mão de poesia.
Lembrando da vida quando só sofria.
Estar vivo é pagar um alto preço!
Sinto um embrulho,
Que é caracterizado como terrível
Agoniando esta matéria perecível.
Sou apenas entulho,
Não sei para onde vou,
Só sei que nada sou!
Filipe Flammarion

segunda-feira, 11 de maio de 2009

UMA POESIA PARA AS MÂES.

Mater

Como a crisálida emergindo do ovo
Para que o campo flórido a concentre,
Assim, oh! Mãe, sujo de sangue, um novo
Ser, entre dores, te emergiu do ventre!


E puseste-lhe, haurindo amplo deleite,
No lábio róseo a grande teta farta
- Fecunda fonte desse mesmo leite
Que amamentou os éfebos de Esparta -

Com que avidez ele essa fonte suga!
Ninguém mais com a Beleza está de acordo,
Do que essa pequenina sanguessuga,
Bebendo a vida no teu seio gordo!

Pois, quanto a mim, sem pretensões, comparo,
Essas humanas coisas pequeninas
A um biscuit de quilate muito raro
Exposto ai, á amostra, nas vitrinas.

Mas o ramo fragílimo e venusto
Que hoje nas débeis gêmulas se esboça,
Há de crescer, há de tornar-se arbusto
E álamo altivo de ramagem grossa.

Clara, a atmosfera se encherá de aromas,
O Sol virá das épocas sadias.
E o antigo leão, que te esgotou as pomas,
Há de beijar-te as mãos todos os dias!

Quando chegar depois tua velhice
Batida pelos bárbaros invernos,
Relembrarás chorando o que eu te disse,
À sombra dos sicômoros eternos!

AUGUSTO DOS ANJOS

terça-feira, 21 de abril de 2009

O Fracasso.



Para tudo há uma finalidade plausível e evolutiva, que modifica em alguma área o psiquismo humano, nos tornando melhores, essa é a lei da evolução que outrora foi mostrada de forma fisiológica, que conseqüentemente, também atua na nossa psique imprevisível e complexa. Os percussores mais conhecidos foram Jean-Baptiste Lamarck e Chalés Darwin, que nos apresentaram a evolução das espécies na sua maneira biológica, em seguida a evolução das mentes foi belamente retratada por Sigmund Freud, em que ele desmistificava fatos ora mostrado, por a ignorância que o mistificava, mostrando a evolução das mentes e de sua difícil compreensão. Essas teorias nos ensinaram-nos a evoluir. Quando fracassamos de súbito somos acometidos por um sentimento que nos maltrata, passamos a chamar esses sentimentos de dores psicológicas. Quando não temos o auto-amor necessário passamos a nos maltratar, nos entregamos a imolação ao nosso próprio algoz, ou seja, nós mesmos. As expectativas são lindas, porem se não forem lidadas com razão se tornam ilusória. A uma falta de compreensão, pois tudo nos ensina uma lição, como dizem: “É vivendo e aprendendo!” Allan Kardec indaga os espíritos, o porquê das coisas se destruírem, dos fracassos na terra? E os espíritos responderam: Tudo se destrói para renovar-se e assim seguir evoluindo. Muitas vezes quando caímos no fracasso, choramos nossa dor e preferimos continuar no poço fundo de nossa tristeza, assim é o ser humano, não compreende que muitas vezes o degrau do fracasso antecede o do sucesso. Devemos ter um apoio notamos que os idealistas sofrem muito, mas morrem felizes, pois tiveram um motivo para lutar, porem, mesmo com o fracasso souberam evoluir. Devemos ser idealistas e lutar por nossa existência feliz.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

FAMILIA N.E.I.C.X.


Após capanha do kg. A Familia do Nucleo Espírita de Imaculada Chico Xavier, comemora depois de uma reunião a arecadação. - Rogerio, Romualdo,Arimateia, Patrique, Gabriela, Cristiano, Rose, Joaquim, Gleiton, Lucia, Junior e Filipe (EU).

domingo, 12 de abril de 2009

Espiritismo, seara de luz.


Em meio a tanta ignorância e cegueira religiosa, em que as garras inquisitoriais ainda dominavam e com atos abusivos atormentavam as mentes dos cristãos. O mundo sucumbia no caos do proselitismo, e do escuro véu das crenças primitivas ensinado pela nossa ortodoxia ancestral, que até hoje ainda temos heranças atávicas dessas absurdas mensagens de tirania. Foi na época do Deus antropomórfico, que aprendemos a respeito do Deus do amor, nascendo assim à seara de luz do novo século, que predominaria o pensamento racional, junto à ciência e crença, inerente ao ser humano, na “inteligência suprema, causa primaria de todas as coisas, Deus”.
Foi nessa época que os espíritos passaram a dar seus ensinamentos, a quem seria seu iminente decodificador, o professor Hipolitty Leon Denizard Rivail ou Allan Kardec. Assim surgiu o espiritismo, a seara de luz, que rompeu o véu escuro da ignorância iluminando a mente dos homens para um despertar psíquico, a reforma intima, em que nos foi dito para viver hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje. Despertando e atraindo intimamente os homens de todas as nações.
Hoje já não vivemos mais na dor da ignorância, lutamos arduamente contra ela, para não formar espíritas, pois esse não nosso objetivo primordial, por que o espírita não é o formado ou o pressionado para ser um espírita, mas sim o que o é por vocação, que se identifica com a doutrina e a quer seguir, nosso objetivo é formar homens de bem, com uma integridade moral e intelectual.
O espiritismo e o raio de luz que corta o vácuo inexistente das trevas. È a seara de luz e amor imbuída dos ensinamentos do Cristo e da ciência.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Passeando pela terra.



Sempre útil não te esqueceres de que te encontras em estágio educativo na Terra.
Jornadeando nas trilhas da evolução, não é o tempo que passa por ti, mas, inversamente, és a criatura que passa pelo tempo.
Conserva a esperança em teus apetrechos de viagem.
Caminha trabalhando e fazendo o bem que puderes.
Aceita os companheiros do caminho, qual se mostram, sem exigir-lhes a perfeição da qual todos nos vemos ainda muito distantes.
Suporta as falhas do próximo com paciência, reconhecendo que nós, os espíritos ainda vinculados à Terra, não nos achamos isentos de imperfeições.
Levanta os caídos e ampara os que tropecem.
Não te lamentes.
Habitua-te a facear dificuldades e problemas, de ânimo firme, assimilando-lhes o ensino de que se façam portadores.
Não te detenhas no passado, embora o passado deva ser uma lição inesquecível no arquivo da experiência.
Desculpa, sem condições, quaisquer ofensas, sejam quais sejam, para que consigas avançar, estrada afora, livre do mal.
Auxilia aos outros, quanto estiver ao teu alcance, e repete semelhante benefício, tantas vezes quantas isso te for solicitado.
Não te sirvam de estorvo ao trabalho evolutivo as calamidades e provas em que te vejas, já que te reconheces passando pela Terra, a caminho da Vida Maior.
Louva, agradece, abençoa e serve sempre.
E não nos esqueçamos de que as nossas realizações constituem a nossa própria bagagem, onde estivermos, e nem olvidemos que das parcelas de
tudo aquilo que doamos ou fazemos na Terra, teremos a justa equação na Vida Espiritual.
EMMANUEL

segunda-feira, 30 de março de 2009

Um soneto





O sonho de minha vida

(a um poeta como eu)

No ápice da minha patológica loucura,
Um sonho pude idealizar,
Quero uma arvore plantar.
Idealizei minha morada futura.

Esta arvore me servira de sepultura,
Depois que a morte vir me matar;
Depois que seu beijo me extasiar
Flertarei a face de minha ventura!

Quando aquele caixão estiver com o, inerte, conteúdo.
Estarei “eu”, momentaneamente, mudo,
E o mundo estará tristonho.

Presenciei do mundo sua carência,
Quando eu pude atestar o fim de minha existência, Porem está realizado o meu sonho.

domingo, 8 de março de 2009

Felicidade, o maior tesouro do homem.



Erasmo de Rotterdam no livro o elogio da loucura fala: Se um mendigo come carne podre com mesmo prazer que um rico come as mais finas e caras iguarias da Europa, quem somos nós para questionar?
A felicidade como podemos ver é um estado de espírito, independente do material, mas variável de homem para homem. Que pode habitar o cociente de um morador das ruas frias da vida, e não habitar em marajá, que vive na opulência de seu palácio.
Recordo-me de uma historia contada a mim por um amigo espiritual em um sonho.
Havia um homem muito rico chamado Higor, Era um empresário russo, que havia logrado toda uma fortuna em imóveis, artes, uma ilha e muito dinheiro, mas havia um porem, Higor não era feliz, ele tinha tudo, mas não tinha a felicidade e saiu buscando em tudo o que tinha sua felicidade, que ele mesmo dizia se esconder muito bem dele. Ele já havia tentado compra-la, entretanto, a felicidade não está a venda em uma banqueta posta no meio da rua. E então ele houve falar de um grande Sábio que ajudou a muitos na sua época. E cruzou o país rumando para as montanhas geladas em busca do homem sábio. Chegando o Sábio pergunta: Qual o propósito desta visita? O Higor responder: Quero encontrar a felicidade! O Sábio disse: A felicidade está no simples, no inesperado, e a sua está neste grão de mostarda, tome. E deu-lhe o grão. Higor agradeceu e foi embora, antes, porém ele ofereceu tudo qualquer coisa que ele quisesse, mas o Sábio disse: Sua felicidade é também a minha. E ele saiu feliz, porem pouco tempo depois o Higor voltou para o Sábio e disse: Estou infeliz, perdi meu grão, dei-me outro! O Sábio disse: Não fique triste pois sua felicidade não era aquele grão, mas ela encontrava-se latente em vosso coração, se você não quer ser feliz, se você não busca essa felicidade em seu intimo, jamais a terá, ela não consiste em coisas mais sim em seu estado de espírito. O Higor, agora sim estava feliz.
Platão em seus relatos nos dá uma fabula linda, em que ele fala que os deuses queriam esconder dos homens o bem, mas precioso: a felicidade, que era seu verdadeiro tesouro, e o escondeu – em um lugar que eles nunca iriam procurar, dentro deles mesmo. Viu a felicidade não está no possuir coisas ou algo, mas ela é uma convicção um estado de espírito que Sidartha Gautama (BUDA) chama de ILUMINÇÃO e para chegar à iluminação, basta busca-la e querer encontrá-la e tela, esse é o maior tesouro do homem, a felicidade.

domingo, 1 de março de 2009

Renuncia


Na vida corpórea, para se haver evolução é necessário que o homem, a pessoa em potencial, tenha uma grande abdicação de si mesmo, devemos renunciar a nós ao nosso ego.
Lutamos por toda uma vida contra nosso maior inimigo que somos nós mesmos, em prol do que nós espíritas chamamos, de reforma intima, onde correremos para modificar nossas más inclinações, sempre nos vigiando e mudando para melhor.
Tenho como exemplo eu mesmo, graças a Deus e a espiritualidade maior eu tive um auto-descobrimento e venci uma pequena parte de minhas más tendências, mas essa parte é insignificante diante de minha imperfeição moral.
Sempre luto para que o bem prevaleça no meio em que vivo. Sempre procuro deixar de lado os defeitos dos outros e ver primeiro os meus que são uma floresta seca e podre, onde as tento esconder com minhas augustas arvores verdes das virtudes. Eu sempre procuro colocar na pratica e expor minhas virtudes, deixando em obsoleto meus defeitos apesar de eles serem automáticos, porém como estou sempre me vigiando, Eu os percebo e os interrompo. Sempre que não consigo causar essa interrupção ou inibição de mim, Eu os reparo com a reparadora maça bela da humildade.
Em minhas caminhadas cármicas, principalmente nesta vida pude perceber que o orgulho é inerente a mim, sou por essência orgulhoso, mas busco impedir que esse orgulho saia da minha intima e áspera pedra chamada psique. Dou muita graça a Deus e ao espiritismo por me ter ajudado conseguir parte dessa reforma, sempre me tratando e procurando evoluir.
A renuncia é o primeiro passo para estabelecer essa evolução, quando passamos e tomar por exercício a renuncia do nosso Ego, sempre buscando ver ao outro, com a mesma grande importância, que vemos nós mesmos. Sei que não é fácil olhar a outrem e trata-lo como tratamos a nós, todavia é mais do que possível e accessível a todo ser humano que presa tal mudança.
No espiritismo aprendemos a amar até exaurir nosso próprio ego, amar até doer, pois o nosso maior defeito é o nosso egoísmo, um egoísmo sem escrúpulos e muito menos benéfico para a alma. Quando o individuo é egoísta ele jamais renuncia a nada, tudo tem que vir para si e para suprir suas necessidades desequilibradas. Renunciar é um ato de caridade, um ato de amor. Quando perdoamos estamos renunciando, quando praticamos a caridade seja qual for estamos renunciando a coisas abstratas ou materiais. Temos muitos exemplos de renuncia, como madre Tereza de Calcutá, ele renunciou uma vida para amar e se manter a serviço do bem do próximo, Chico Xavier que podia ter ficado milionário com todos os direitos autorais dos seus 415 livros publicados, que venderão cerca de 25,000,000 de copias no mundo, porém ele renunciou para que fosse efetuada a caridade pregada pelos espíritos.
Só assim através da renuncia há evolução, renuncie e evolua.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Um poema triste.


Murmúrios do coração de um poeta

(A Augusto dos Anjos)

Na escuridão
Em se encontra minha alma
Não tenho calma
Esperando a parada de meu coração.

Essa eterna solidão,
Que vivo com tristeza
Só posso me consolar com a natureza
Que encanta toda uma nação!!

Não a risos,
Quando se despede o poente
Nem quando vai embora outra mente
Sem ser capas de dar um sorriso.

Na tristeza de todas as horas,
Sou incapaz de falar
Pois a melancolia não consigo evitar
Nem posso rir ao som de outrora...

Não imagino mais o som do inebriante,
E consolador arpejo,
Pois meu ego só anseia um desejo...
Um desejo sufocante!

Não me alucina mais a beleza da lua;
Não tenho mais alguma necessidade
A somente a sonho da eternidade
E da sair dessa matéria nua!

E já acabaram as justas ambições que me consomem!
Não mas presenciar do mundo tal moral em decadência
Pois as frustrações dessa existência
Já me tiraram em surto as noções de um homem.

Já é mórbida minha, triste
E nefasta sorte!
Que há de me alegar agora se não for morte
De que estremece o homem que viver insiste!

Há de se apagar toda a magia
Neste murmúrio de imensa dor
Em que nunca bebi o mel do amor
Só pude me consolar na poesia.

Essa é minha sina
Tenho que vive-la,
Mas um dia sei que irei para as estrelas
Caminhar junta a imagem divina!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Um Soneto qualquer.


Aqueles olhos negros.

(Uma troca de olhares)

Ao encarar os negros olhos que me penetravam
Na alma, por conseqüência em minha intimidade,
Achei-me no direito de tentar esconder minha vaidade
Perante aos globos oculares que me julgavam.

Diante de mim todas as vozes se calavam,
O silencio pairava na penumbra, na obscuridade
Dos meus dias de leviandade
Que absurdamente me maltratavam!

E foi ai que veio a mim,
O abalo sísmico do arrependimento
De não ter ido, enfim, me apresentar.

Eu sabia que seria assim,
Vem então o fogo do arrependimento
Que me consome graças à respiração e pela combustão que veio queimar!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Floresça onde for plantado!


O Dr.Robert Shuler, ilustre pastor protestante de Sam Francisco na Califórnia, escreveu uma pequena notável obra, em que ele narra que: “O importante é florescer no lugar onde se está plantado”.
Nós sempre estamos insatisfeitos onde moramos, onde escolhemos reencarnar para evoluirmos gradativamente nossas imperfeições morais. São nestes lugares que estão nossas maiores frustrações de nunca querermos superar as expectativas do plano de evolução, assim, por conseqüência queremos florescer em Nova Iorque, Berlim, Londres e por isso perdemos muito tempo de nossas existências parados no escuro da ociosidade e das utopias. Devemos florescer onde estamos plantados, para depois correr abertos por outros campos desconhecidos e tão bem sonhados, só assim, os outros olhos verão nossa beleza. Sempre temos medo de buscar esse florescer para não nos encontrarmos com a figura amedrontadora da derrota, que sempre iludidos pelo medo, não sabemos que sempre ela precede o degrau da glória.
Recordo-me de uma história:

Havia um homem, que morava num lugarejo perdido na intimidade da Percia ou hoje do jovem país Iram, e esse homem era relativamente feliz, ele havia logrado a ambição que o Alcorão garante aos seus fieis, ele amava uma mulher, tinha folhos e havia plantado arvores, essa trilogia caracteriza o verdadeiro discípulo da doutrina de Maomé e vivia feliz tranquilamente, Ali Hafet. Certo dia um homem sábio, chegou a sua casa e lhe pediu hospedagem, ele deu-lhe como manda sua doutrina e no dia seguinte antes que o homem se fosse pergunto-lhe: Ali Hafet, tu és feliz? E Ali Hafet respondeu: Eu sou uma pessoa plena totalmente feliz! E o sábio: Mas tu tens diamantes? Ali Hafet: não eu não tenho diamantes, para ser até honesto eu nem sei o que são diamantes. O sábio: não sabes o que são diamantes? E pretendes ser feliz? Ali Hafet: Ó claro!Eu sou muito feliz! As minhas cabras pastam no quintal, os meus camelos também tem alimento e água em abundância no córrego que atravessa a várzea que enriquecem minhas terras. Meus filhos crescem como lírios naturais do campo, minha esposa é justa, é boa, é nobre, Eu tenho saúde, então eu sou feliz! O sábio: Não Ali Hafet, a verdadeira felicidade está em ter diamantes! O sábio se foi e Ali Hafet perdeu a felicidade, começou perguntar o que eram diamantes, e um amigo disse que diamantes eram umas pedras que brilhavam. Perguntou a esse amigo onde se encontravam diamantes, o amigo respondeu que os diamantes mais fabulosos são encontrados nas nascentes dos rios no Nilo, no Eufrates, nos grandes rios do mundo. E Ali Hafet perdeu a paz! Da primeira oportunidade ele vendeu a sua propriedade, combinou com o cunhado pedindo para que tomasse conta da família que ele lhe daria metade do valor da propriedade, mas ele iria buscar diamantes, para tornar a família feliz e saiu. Atravessou as terras da mesopotâmia, atravessou as colunas de Hercules, zadiou nas terras. O tempo se passou ele foi perdendo os haveres, ele envelheceu e veio a morrer miserável, perto de Barcelona.
O homem que comprou as terras de Ali Hafet continuou sua vida tranqüila e perfeitamente feliz. Dez anos depois passou pela mesma propriedade aquele antigo homem sábio, que perguntou pelo homem que o recebera generosamente, o novo proprietário explicou que Ali Hafet, havia viajado e ninguém sabia seu paradeiro e nunca mais voltara. O sábio foi muito bem recebido, com uma grande hospitalidade, a noite depois de haver se deliciado, estava fumando na sala em penumbra, quando seu olhos fitando a lareira que crepitava, viu algumas pedras sobre o mármore da lareira que faiscava, ele levantou-se e acercou-se daqueles minerais e então perguntou ao dono do casa: Homem, onde foi que você encontrou essas pedras? O anfitrião respondeu: ai no quintal no córrego que as cabras bebem! O sábio: Mas Homem isso são diamantes! E quando o dia chegou ele estava diante das maiores minas de diamantes do mundo, a mina da Golconda. E Ali Hafet estava sobre uma mina de diamantes e saio para procurá-los em terras estranhas, exatamente no lugar onde eles não estavam.

Os maiores tesouros estão sempre pertos de nós, mais nunca os notamos por que estamos olhando de mais para os tesouros de outrem, como Ali Hafet estamos sobre uma mina de diamantes. E para ser-mos felizes florescermos basta mais um pouco de sensibilidade de nossa parte. Viver é inevitável e estamos submersos no rio de nossa existência, e devemos no mínimo florescer aqui para ermos admirados como Lírios do campo completos.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Mais um soneto


Caos do meu ser

Quando eu caminhava...
Pensei na grande escuridão
Que estava no meu coração
E que eu não saboreava!

Com o tempo que me restava,
Pude imaginar o furacão
Que da terra o casarão
Sem piedade arrancava.

Queria com o amor,
Apagar aquela dor
Que pairava no meu ser!

Mas naquele estado
O amor por mim não pôde ser amado,
Eu, assim, nada pude fazer!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Outro Soneto



Chorando a dor do abandono.

(A um poeta).

Jogado no abandono,
Em que não posso mais suspirar a paisagem vista da janela,
Pela nostalgia que queima como a vela
Que ilumina as noites sóbrias de outono!

Hoje digo que, porem, não existe mais em mim o sono
E por conseqüência nem sonho de rever tua imagem bela.
A imagem que é tua, hoje é monstruosa pelo disfarce desfeito de donzela,
Que outrora entoei a poesia feliz, que hoje, porém, não entono.

Dos cantos dos sábios
Ouço a voz que me chama do alto,
Estou indo embora no mais simples salto...

Já estão cerrados meus lábios,
Para adentrar ao sepulcro virgem
Assim aliviando minha patológica vertigem!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Um Soneto


Sentindo

Estou no vazio,
E vêem essas vozes
Que gritam como as bestas ferozes
Que atordoam um aprendiz que jaz só no frio.

São esses sentidos vadios,
Que me dão dores atrozes
São eles meus algozes,
Que me fazem permanecer assim, mórbido e sombrio!

E neste frio da solidão,
Que ataca todo coração
Daquele que já viu a beleza...

Quero aprender com sentido,
Pois outrora terei vivido
Sozinho no altar da natureza!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Pense Positivamente!


A notória entidade veneranda Joanna de Ângelis, nos ensinou com sinceridade, dizendo, ipses verbes: “Pense positivamente!” O celebre escritor Wallace Wallter, em sua obra-prima, intitulada O grande segredo, publicada no ano de 1910, asseverou com firmeza, “Que somos o que pensamos!” Também o nobre filosofo René Descartes, em uma frase um tanto polemica, disse, ipses verbes: “Cogito, Ergo sum” traduzido do latim: “Penso, logo existo.” Nos mostrando que somos capazes de notar a existência e também a morte, por conseqüência traçarmos nossos próprios caminhos.
Nós seres humanos refletimos em um espelho o que, indubitavelmente, pensamos e atraímos junto ao pensamento, determinadas situações que não nos é prazerosa. Por isso que grandes pensadores e vultos da humanidade nos pediram para não nos deixarmos cair nas sombras misteriosas do pessimismo, mesmo diante das mais inexoráveis situações seja em que ambiente for, não nos deixemos cair no pessimismo.
As sombras do pessimismo são densas e como nós somos imãs vivos e ambulantes não devemos nos abater por simples melancolias que nos levam a chorar no escuro da solidão. São daí que decorrem simultâneas patologias psíquicas, dentre inúmeras que poderemos nomear, a depressão é a mais comum e preocupante. Estatísticas são alarmantes, nos mostra que depressão é a doença do século XXI. Psicólogos, Sociólogos e Religiosos de todas as denominações se perguntam como o homem que alcançou as estrelas, que implantou sondas no planeta Marte, que consegui penetrar na intimidade das microparticulas, pode ser assaltado pelo que o psiquiatra Norte-americano Salommon, intitulou em seu livro de o Demônio do Meio Dia, onde ele afirmou que na pátria norte-americana existem cerca de 25,000,000 de depressivos crônicos, na época em que ele escreveu o livro.
Na terapêutica espírita aprendemos a combater esse vazio existencial, temos de refletir toda uma vida, em busca de nosso Eu profundo. Muitos por não conseguirem encontrar uma resolução para sua problemática, passam a serem rebeldes sem causa, onde exteriorizam suas frustrações por meio de estilos que muitas vezes ferem a moral e também a hipocrisia da sociedade. Outros por já não terem encontrado esse método de exteriorizar suas frustrações, ou mesmo já terem compartilhado do mesmo método, optam pelo suicídio e ceifam suas existências com intuito de apagarem suas dores internas.
È por esse e por outros motivos que devemos pensar positivamente, para que nossos pensamentos rotineiros de dor profunda não nos dominem e assim ficaremos flagelados por tantas dores sem razões.
Pensado positivamente conseguimos motivos pelos quais é meritório viver, pelos quais é justo lutar, esse motivo sempre somos Nós, às vezes muitos não conseguem ver isso e passam a morar nos vales mórbidos da depressão. Nós somos a importância pela qual devemos lutar. Pense positivamente!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Deus é amor.



Nós espíritas temos uma compreensão de Deus diferenciada, sabemos que Deus é amor e jamais perdoa, por que é perfeito e não tem emoções de homens para se sentir ofendido e perdoa.
Deus não é cruel a ponto de jogar seus filhos, em logos de fogo e nem muito menos de imolá-los em tonturas eternas.
Deus não homem, Deus é perfeito, soberano e benevolente. Muitos acreditam que Deus tortura e ainda o comparam a seres imperfeitos. A figura de Deus é perfeita e seria ilógico vermos Deus como aquele ancião de barba hisurta, flamejando de ódio, pronto para derramar suas ira em algo ou alguém. Isso como vê é ilógico. Não se encaixa no conceito de perfeito, mas o que é o perfeito? Perfeito é aquilo que reúne todas as qualidades concebíveis, é tudo que é ótimo, excelente é aquilo que não se macula. É contraditório pensar dessa forma, pois Deus não é contraditório e nem muito menos mentiroso, e muitas vezes por nossas pré-concepções erronias vemos Deus como um deus, humano e faliu. Nesta temática este “deus” está sendo comparado, por nós homens, como um déspota que não respeita livre-arbítrio de ninguém e muito menos respeita as suas próprias decisões, Deus não é um Hitler para além de acusar, punir sadicamente seus filhos, criações que não seguem o que ele quer, ou seja, seus ideais.
Pois digo, usando das palavras do celebre filosofo Voltaire, “Eu não acredito no “deus” que os homens criarão, porém, acredito no Deus que criou os homens”, um Deus amantíssimo e benévolo, que nos enviou o modelo e guia Jesus o Cristo, para nos ensinar e nos inspirar, nas nossas caminhadas evolutivas.
Deus nos concedeu a, denominada por Allan Kardec, justiça divina ou popularmente conhecida como reencarnação para que nós seres humanos possamos resgatar nossas faltas, por intermédio da lei de amor, e assim progredirmos nessa vida o que em outras não pudemos progredir. Estamos muitas vezes expostos as situações difíceis para aprendermos e tirarmos lições dessas circunstâncias. Mas nada que não podemos suportar. Só pela justiça divina a reencarnação, podemos notar que Deus é realmente amor, assim nada é contraditório, pois colhemos o que plantamos, tanto nesta vida quanto em outras.
O Cristo asseverou com firmeza em seus ensinamentos que “Deus é amor” e nos disse mais, que “devemos amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos”. Os ensinamentos de amor do Cristo são claros e específicos, então, seguimos o que nos pede o Cristo.
O Deus do verdadeiro não é só do espiritismo, ele é um Deus de todas as religiões, mas que por muitas é mal interpretado, definitivamente, Deus é amor.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Uma Poesia


A Maçonaria

(A todos os maçons, especialmente ao meu tio Lindemberg)

Ordem sagrada,
Mística e pura...
Desse de tua ternura
Há pessoas alienadas!

Há séculos querem te deixar em ruínas,
Mas vós sobrevivêsseis aos invejosos,
Que com os corações rancorosos
Queriam mistificar tuas doutrinas.

Na passada um homem chamado de “Rei”.
Por inveja quis tua integridade acabar,
Mandando teus membros matar
Mataram vários, matou também Jacques de Molay!

Mas com o tempo fostes “reerguida”!
Teus membros são invejados
Pelos seres alienados
Que acreditam na má informação adquirida.

Pregas a igualdade a fraternidade
E o amor,
Mas repudias todo sentimento de rancor
Que é contra a tua liberdade!

E para fazer parte de ti,
Tem de ser livre e de costume bom,
Pois para ser um homem maçom
A verdade não se pode omitir!

É uma ordem fenomenal,
Que estudas o caráter do ser eterno,
Pois o templo tem clima paterno.
És tu imortal!

Hoje és grande e maravilhosa,
Que permaneceu intacta pelas noites frias...
Grande Ordem Maçonaria
Tu és a acácia honrosa!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O auto-descobrimento.

Quem sou Eu? Na verdade caminho nesta estrada da minha vida, sempre me fazendo essa pergunta, entretanto, recebendo partes da resposta, onde as junto e como um quebra-cabeça estou montando minha personalidade. Sempre me reciclando e mudando para melhor, pois como disse o ilustre codificador Allan Kardec: “Reconhece-se o verdadeiro Espírita pelos seus esforços para conter suas más tendências”. E completou: “O espírita deve viver em um processo evolutivo continuo, de hoje ser melhor que ontem e amanhã melhor que hoje”.
E cada dia vou descobrindo mais de mim, da minha potencialidade e da minha vivência nesta vida. Creio que a cada novo amanhecer há um novo descobrimento em uma das áreas em que atuo. E tenho esta citação do irmão Kardec, gravada na áspera pedra da minha psique, que a levo intimamente comigo, em minha jornada rumo à sublimação e paz.
Mas a Vida não é só feita pela bela aurora que tende a nos animar, nela também temos as tristes horas, em que a melancolia profunda nos ataca e culpamos “A inteligência suprema, causa primaria de todas as coisas, Deus”. São nessas horas que vivemos uma frustração, e sai de nossa boca o murmúrio e a difamação daquele que não tem culpa de nossas mazelas. O primeiro argumento que usamos é que não pedimos pra nascer, porém, estamos errados, na espiritualidade pedimos para renascer, a resposta é concedida, pois estamos aqui.
Agora cabe a nós espíritos encarnados, tirar o melhor proveito da vida seja na expiação, seja na regeneração, temos que seguir resignados de nossa missão e nunca deixar de nos questionar. Encontraremos as resposta, incumbidos, é obvio, de muito estudo e reflexão, sem jamais paramos de exercer a lei de amor ensinada pelo Cristo, buscando incessantemente a evolução moral e intelectual.
Assim chegaremos a um auto-descobrimento, tratando primeiro de nossas feridas, que na verdade são as mais inflamadas.
Daí, seguiremos a ajudar outrem, seguindo sem acostumá-lo a receber tudo de graça, pois assim o corromperemos a não receber por mérito próprio mais por compaixão. O deixaremos ocioso fisicamente e psiquicamente. Devemos ajudá-lo a se descobrir, a achar o seu propósito e suas potencialidades.
Não seremos egoístas a ponto de só dar o peixe e alimenta-lo uma vez, mas o ensinaremos a pescar, para que ele tenha mérito e não dependa mais da ajuda, que agora, possa ser dada a outrem. Não dependemos apenas de nosso auto-descobrimento, mais sim de uma iniciativa em geral para tornar-mos o mundo melhor para se viver, todos os assassinatos e maldades são nascidos de nosso egoísmo, em que insistimos em não querer ajudar, em guardar para nós o que o Criador nos deu de graça, essa dádiva que é o amor. No ato da caridade, que é uma manifestação de amor, descobrimos pontos que nos seguirão por toda uma vida, jamais nos abandonará. Pois “a gratidão não passa com tempo, nem se apaga com a morte”. Seguiremos por toda uma vida, nos redescobrindo e caminhando para a iluminação, que não é uma jornada fácil, porém, possível.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Reencarnação


1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é mostrar que a alma é imortal e ao corpo físico retorna quantas vezes for necessário.

2. CONCEITO

Reencarnação significa a volta do Espírito à vida corpórea, mas num outro corpo, sem qualquer espécie de ligação com o antigo. Usa-se também o termo Palingenesia, proveniente de duas palavras gregas — Palin, de novo; genesis, nascimento.

Metempsicose - do grego metempsykhosis, embora empregada no mesmo sentido da reencarnação, tem um significado diferente, pois supõe ser possível a transmigração das almas, após a morte, de um corpo para outro, sem ser obrigatoriamente dentro da mesma espécie. Ou seja, a alma que atingiu a fase humana poderia reencarnar em um animal. Plotino (205-270 a. C.) sugeriu que se substituísse por metensomatose, uma vez que haveria na realidade, mudança de corpo (soma) e não de alma (psykhe) (Andrade, 1984, p. 194 e 195)

Ressurreição - do lat. ressurrectione - significa ato ou efeito de ressurgir, ressuscitar. Segundo o Catolicismo e o Protestantismo, retorno à vida num mesmo corpo.

3. REENCARNAÇÃO E RESSURREIÇÃO

A confusão entre o conceito de ressurreição e o de reencarnação é porque os judeus tinham noções vagas e incompletas sobre a alma e sua ligação com o corpo. Por isso, a reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição. Eles acreditavam que um homem que viveu podia reviver, sem se inteirarem com precisão da maneira pela qual o fato podia ocorrer. Eles designavam por ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente chama reencarnação.

A ressurreição segundo a idéia vulgar é rejeitada pela Ciência. Se os despojos do corpo humano permanecessem homogêneos, embora dispersados e reduzidos a pó, ainda se conceberia a sua reunião em determinado tempo; mas as coisas não se passam assim, uma vez que os elementos desses corpos já estão dispersos e consumidos. Não se pode, portanto, racionalmente admitir a ressurreição, senão como figura simbolizando o fenômeno da reencarnação.

O princípio da reencarnação funda-se, a seu turno, sobre a justiça divina e a revelação. Dessa forma, a lei de reencarnação elucida todas as anomalias e faz-nos compreender que Deus deixa sempre uma porta aberta ao arrependimento. E para isso, Deus, na sua infinita bondade, permite-nos encarnar tantas vezes quantas forem necessárias ao nosso aperfeiçoamento espiritual, utilizando-se deste e de outros orbes disseminados no espaço. (Kardec, 1984, cap. IV, it. 4, p. 59)

4. FINALIDADE DA ENCARNAÇÃO

1) Expiação — Expiar significa remir, resgatar, pagar. A expiação, em sentido restrito consiste em o homem sofrer aquilo que fez os outros sofrerem, abrangendo sofrimentos físicos e morais, seja na vida corporal, seja na vida espiritual.

2) Prova — Em sentido amplo, cada nova existência corporal é uma prova para o Espírito. A prova, às vezes, confunde-se com a expiação, mas nem todo sofrimento é indício de uma determinada falta. Trata-se freqüentemente de simples provas escolhidas pelo espírito para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento. Assim, a expiação serve sempre de prova mas a prova nem sempre é uma expiação.

3) Missão — A missão é uma tarefa a ser cumprida pelo Espírito encarnado. Em sentido particular, cada Espírito desempenha tarefas especiais numa ou noutra encarnação, neste ou naquele mundo. Há, assim, a missão dos pais, dos filhos, dos políticos etc.

4) Cooperação na Obra do Criador — Através do trabalho, os homens colaboram com os demais Espíritos na obra da criação.

5) Ajudar a Desenvolver a Inteligência — a necessidade de progresso impele o Espírito às pesquisas científicas. Com isso a sua inteligência se desenvolve, sua moral se depura. É assim que o homem passa da selvageria à civilização.

A encarnação ou reencarnação tem outras finalidades específicas para este ou aquele Espírito. Citam-se, por exemplo, o restabelecimento do equilíbrio mental e o refazimento do corpo espiritual. (FEESP, 1991, 7.ª Aula, p. 73 a 76)

5. JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO

A doutrina da reencarnação, que consiste em admitir para o homem muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia da justiça de Deus com respeito aos homens de condição moral inferior; a única que pode explicar o nosso futuro e fundamentar as nossas esperanças, pois oferece-nos o meio de resgatarmos os nossos erros através de novas provas. A razão assim nos diz, e é o que os Espíritos ensinam. (Kardec, 1995, pergunta 171)

6. LIMITES DA ENCARNAÇÃO

A encarnação não tem, propriamente falando, limites nitidamente traçados, se se entende por isso o envoltório que constitui o corpo do Espírito, já que a materialidade desse envoltório diminui à medida que o Espírito se purifica. Nesse sentido, o limite máximo seria a completa depuração do Espírito, quando o perispírito estaria totalmente diáfano. Mas mesmo assim, há trabalho a realizar, pois podem vir em missões para ajudar os outros a progredirem. (Kardec, 1984, cap. IV, it. 24, p. 67 e 68)

7. ENFOQUE CIENTÍFICO

O Dr. Ian Stevenson, Diretor do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos da América, conseguiu catalogar cerca de 2000 casos, tendo publicado cinco livros versando sobre esses relatos. Em um de seus livros, o 20 Casos Sugestivos de Reencarnação, reúne 7 casos na Índia, 3 no Ceilão, 2 no Brasil, 7 no Alasca e 1 no Líbano.

O Método empregado pelo Dr. Ian Stevenson consiste em descobrir pessoas, principalmente crianças, que espontaneamente manifestem recordações. Na maioria dos casos espontâneos, os principais acontecimentos já ocorreram quando o investigador entra em cena.

Possíveis ocorrência erros:

1) tradução;

2) os registros no ato da transcrição das testemunhas;

3) as observações quanto ao comportamento do entrevistado;

4) falhas de memória por parte das testemunhas

5) Além disso, embora acreditem na reencarnação, as pessoas envolvidas adotam atitudes bem diferentes. Existe uma crença generalizada de que a lembrança de vidas pretéritas condena à morte prematura, e muitas vezes os pais usam de medidas enérgicas e mesmo cruéis, para evitar que uma criança fale sobre uma vida anterior.

Stevenson, em suas observações conclusivas, não opta com firmeza por nenhuma teoria como explanatória de todos os casos. Diz ele que alguns casos podem ser explicados melhor como sendo devido à fraude, à criptomnésia ou à percepção extra sensorial com personificação (talvez com misto de telepatia e retrocognição).

Complementando diz: "Na medida em que nos preocupamos com a evidência da sobrevivência, não nos sentimos obrigados a supor que todo caso sugestivo de renascimento deve ser explicado como um caso de reencarnação. Nosso problema é antes, saber se há algum caso (ou mesmo somente um) em que nenhuma outra explicação pareça melhor do que a reencarnação, na explanação de todos os fatos. (Stevenson, 1971, p. 506)

8. OUTROS TÓPICOS

O tema reencarnação, por ser amplo, comportaria vários outros tópicos, ou seja: planejamento da reencarnação, mapas cromossômicos, reencarnação na Bíblia, encarnação nos diferentes mundos etc.

9. CONCLUSÃO

A reencarnação fundamenta todo o nosso desenvolvimento moral e intelectual. Sem ela, a existência física perderia a perspectiva de uma vida futura, o que nos levaria ao materialismo; com ela, todo o sofrimento encontra a sua explicação lógica, reacendendo, assim, a esperança num futuro mais promissor.


Sérgio Biagi Gregório


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O que é o espiritismo ?

.A maioria das pessoas, quando ouve ou lê a palavra Espiritismo vincula a idéia, automaticamente, a mais uma religião, entre as milhares que existem no mundo.

......Há os que confundem o Espiritismo com práticas de umbanda, quimbanda e candomblé, por total ignorância, pois não tiveram oportunidade de tomar conhecimento da absoluta diferença. Mas, há, também, os que sabem dessa diferença; porém, levados pelo radicalismo e pela intolerância, insistem em pregar a vinculação.

Afinal de contas, o que é o Espiritismo? Não é uma religião? ......Absolutamente. O Espiritismo não pode ser definido simplesmente como uma religião. É uma Doutrina Filosófica, rigorosamente calcada em base cientifica, de conseqüência religiosa.

Embora a maioria dos praticantes espiritistas não trabalhem seu aspecto científico, este é o que dá segurança e firmeza a fé dos espíritas, pois, a Doutrina ensina que "Fé inabalável só é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade".

......Não admite fé cega, aquela que é baseada na doutrina do "porque sim", e orienta a fé raciocinada.

Mas há quem afirme, equivocadamente, que a Ciência não aceita o Espiritismo e até que o Espiritismo vai de encontro a Ciência. É um absurdo. O respeito do Espiritismo para com a Ciência é tão grande que quando a Doutrina veio ao mundo, por obra dos Espíritos, o seu codificador, altamente inspirado, afirmou, com o aval dos próprios Espíritos Superiores: "Se algum dia a Ciência comprovar que a Doutrina está errada em algum ponto, cumpre ao espírita abandonar esse ponto equivocado e seguir a orientação da Ciência".

O Espiritismo é uma Doutrina baseada nos ensinamentos de Jesus (o maior exemplo de coerência e Amor do qual o mundo já teve conhecimento), que respeita a liberdade das pessoas, que não cerceia a liberdade de pensar de ninguém, que não aponta dedo para ninguém, que não julga e não diz ser dona exclusiva da verdade.

O Espiritismo tem o maior respeito por todos os segmentos religiosos, principalmente pelos grandes vultos da humanidade que foram, ou que são, membros de outras religiões, como um Francisco de Assis, Antônio de Pádua, Madre Teresa de Calcutá, Teresa DÁvila, Dom Helder Câmara, Irmã Dulce, Padre Bruno Sechi, aqui na cidade, o pastor protestante Martin Luther King e muitos outros servidores da humanidade, independente da crença que professam.

O Espiritismo não faz proselitismo e jamais dirá que um católico está errado, porque está na igreja católica, ou que um protestante está errado, por seguir uma das centenas de ramificações do protestantismo.

O Espiritismo não obriga ninguém a absolutamente nada, nem mesmo a freqüentar Centros ou a participar de reuniões espíritas.

......Não adota quaisquer rituais, não admite velas, incensos, altares, paramentos, dízimos ou qualquer espécie de pagamento, direto ou indireto, por uma orientação espiritual. Não discrimina ninguém.

......A sua concepção de Deus é totalmente diferente da convencional: Deus é soberanamente bom, justo, misericordioso e não pode ser nivelado a inferioridade humana. Portanto, não admite qualquer conceito que define Deus como violento, cruel, sanguinário, vingativo, discriminador, incoerente e inconseqüente.

......A Justiça de Deus não pode ser comparada com a justiça dos homens, pois a lógica Espírita admite que "Deus não castiga e não perdoa ninguém", já que, para castigar estaria sendo intolerante com as falhas de "crianças" ignorantes e atrasadas; para perdoar, implicaria que tivesse sido ofendido antes. Admitir Deus ofendido é algo que contraria o bem senso.

O espiritimos é na verdade uma pratica de amor e solidarieda, que foi ensinada pelo Cristo nosso "modelo e guia".

sábado, 31 de janeiro de 2009

Poesia

Ultimo momento

(A um criminoso condenado a morte)

Com o choro constante

Que derrama no claustro,

Parece ate um infante

Que chora a perda do brinquedo fausto.

Com o passar do dia!

Conta as horas...

Para a chegada da hora fria

Pensando nisso, ele choras!

Pensa no momento

Em que ira subir para as estrelas,

Acabando assim seu terreno sofrimento;

As unhas, ansioso, passa a roê-las.

Com esse abalo cotidiano,

Sofre a dor imposta pela hierarquia,

Esperando a ordem vinda do mediterrâneo

Que será enviada pelo seu algoz, de uma suposta democracia.

Os anjos caídos

Que sua mente atormentam,

Fazem escutar a dor de todos os seres paridos

Que sozinhos argumentam.

As diabólicas “hienas” deles riam,

Para aumentar o sofrimento daquele pobre

E as dores deles todos sentiam...

Ate mesmo os grandes nobres.

A hora era chegada

Para morrer.

No caminho ele fazia paradas,

Para aproveitar mais alguns segundos de viver.

Sem poder bradar,

Com a tristeza imensurável

No final só pôde chorar

A dor do tormento inexorável!

No seu ultimo escarro,

Pediu o divino perdão

E também ganhou um cigarro

Para fumar ante sua execução.

Imaginou o som do doce arpejo,

Que se passava em sua mente...

Pediu também outro desejo

De morrer virado para o poente.

Subiu em um palco torto.

Era chegada sua morte!

Imaginou seu corpo morto,

E se deu conta que já era não teria mais sorte.

O alçapão abriu,

E estava lá, pelo pescoço erguido

E Dele o algoz riu

Pois então, ele havia morrido.

Foi-se assim...

Um criminoso mal.

Que teve seu fim

Com uma pena fatal.